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Ômega 3 para Idosos: Por que usar e qual escolher?

Entenda porque o Ômega 3 é tão importante para o envelhecimento e como escolher o melhor tipo.

Mesmo com bons hábitos de vida, o envelhecimento que é um processo natural e biológico, chega para todos. Mas a percepção para as mudanças que o envelhecimento causa no organismo, poderá ser sentida de muitas maneiras e aí, vai depender de muitos fatores externos e endógenos, que podem ou não, ser regulados. Envelhecer com qualidade de vida, além de significar saúde durante este processo, significa ter os impactos do envelhecimento atenuados. Funções cognitivas, a mobilidade e a função cardiovascular são os sistemas mais impactados com o processo de envelhecimento. Já que o envelhecimento não pode ser evitado, buscam-se meios de prolongar e aumentar a qualidade de vida nesta fase. É muito importante o esforço pela qualidade de vida neste período, pois é isso, que vai determinar a independência do idoso. Hábitos como o controle do estresse, a prática de atividade física e uma alimentação saudável, são os pilares para o envelhecimento saudável. Uma rotina diária saudável, para idosos que buscam essa qualidade de vida, pode incluir a suplementação com Ômega 3 DHA e EPA.

Qual a importância de “controlar” o processo de envelhecimento?

Estima-se que até 2030, a população mais idosa do mundo (≥ 65 anos) chegue a 1 bilhão, o que equivale a 12% do total da população global. A avanço da idade é um processo dinâmico e natural da vida humana e que pode acarretar doenças relacionadas com a progressão da idade. Neste período podem surgir desordens neurodegenerativas, a limitação da mobilidade com o desgaste das articulações e ossos e, o comprometimento do sistema cardiovascular. O esforço para “controlar” o processo de envelhecimento, está relacionado em como ele terá impacto na qualidade de vida, já que não é possível parar este processo. A qualidade de vida para os idosos pode significar, a ausência de dor, ser fisicamente ativo, exercer suas tarefas de forma independente e ter capacidade cognitiva (memória, lucidez, atenção). Esses fatores vão depender de como estará a saúde deste indivíduo, afinal, a doença ou desordens neurodegenerativas, podem impedir essa vivência almejada. Evidências sugerem que o estilo de vida saudável ao longo da vida pode reduzir o risco ou retardar o início de certas doenças relacionadas com a fase idosa. Sendo a nutrição uma ferramenta para ajudar neste controle, uma vez que certos nutrientes, tornam-se mais necessários para esta fase. Dentre esses nutrientes, o Ômega-3 DHA e EPA se destaca pelo importante papel como anti-inflamatório, neuro protetor e cardioprotetor.

Por que pessoas idosas devem consumir Ômega 3?

O próprio processo de envelhecimento com todas as suas alterações fisiológicas, pode acarretar em algumas carências nutricionais, podendo aumentar o risco para o desenvolvimento de doenças. Por ter ação anti-inflamatória, o Ômega 3 DHA e EPA garante um envelhecimento saudável, diminui o risco para doenças coronarianas, já que ele também é um tipo de gordura boa e não tem a capacidade de se depositar nas artérias e ainda está associado à menor mortalidade de pacientes com doença cardiovascular. Ele ajuda a reduzir inflamações decorrentes à desordens nas articulações e por ser componente estrutural da retina, pode auxiliar na preservação da visão evitando a sua degeneração. O Ômega 3 DHA e EPA é essencial para a estrutura e para a função normal do cérebro. Os fosfolipídios compostos por esse ácido graxo têm uma importante função na tradução dos sinais nervosos, na integridade da membrana celular e na sua fluidez.

Dessa forma, ele proporciona neuro proteção, por ter ação direta no cérebro, diminuindo o risco para doenças neurodegenerativas que são comuns para esta fase da vida e melhorando a saúde mental, principalmente relacionada com as funções cognitivas e, até a depressão.

Para que serve o Ômega 3?

O Ômega 3 pode ser divido em: DHA, EPA e ALA, sendo que, os tipos que são essenciais e que são apontados como os responsáveis pelos benefícios sobre a saúde humana, são o DHA e o EPA. Eles são necessários para manter sob condições normais, as membranas celulares, as funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos. O Ômega 3 DHA e EPA também participam da transferência do oxigênio atmosférico para o plasma sanguíneo, da síntese da hemoglobina e da divisão celular. Têm propriedades anti-inflamatórias beneficiando o sistema cardiovascular, com a produção de prostanóides da série 3 e preservam a acuidade da visão, por estarem presentes na retina. Ômega 3 DHA e EPA são considerados essenciais, pois não são sintetizados pelo organismo e precisam ser consumidos diariamente.

Em um estudo conduzido por Castro e Silva et al. (2012), com 8 idosos (> 60 anos) que apresentavam queixas de memória prejudicada, avaliou o consumo de 300 mg/dia de Ômega 3 DHA e EPA. O tratamento resultou em uma associação positiva significativa quanto à memória tardia resultando em aumento de 42% na capacidade de recordar as palavras. Em um estudo conduzido por Lee (2013), durante 1 ano com 35 idosos (60 anos de idade ou mais), consumindo 1,29 g/dia DHA e 0,45g/dia EPA, demonstrou que houve melhora da memória nos idosos com comprometimento cognitivo leve.

Avaliando a função cognitiva com o consumo de peixes fonte de Ômega 3 DHA e EPA, Kalmijn et al. (2004), descobriram que, em pessoas de 45 a 70 anos, o aumento desse consumo foi relacionado com a redução no risco da perda de função cognitiva (19%). A análise realizada por Murgel (2010), também mostrou que o Ômega 3 DHA e EPA está associado a menor incidência de depressão, mal de Alzheimer, melhora do humor e memória.

Portanto o Ômega 3 DHA e EPA pode contribuir para a saúde dos idosos e principalmente aumentar a qualidade de vida pela sua ação anti-inflamatória contribuindo para a manutenção do sistema cardiovascular, sistema articular, sistema nervoso, cérebro e visão.

Ômega 3 e os telômeros

O envelhecimento causa alterações estruturais e funcionais no organismo, que passam por mecanismo genéticos como o encurtamento dos telômeros, a cada divisão celular. O telômero é um biomarcador do envelhecimento. Ele é um segmento de DNA não codificante que está localizado na extremidade dos cromossomos, que tem ação de proteção. A cada ciclo de divisão celular, ele diminui de tamanho e isso, reflete na velocidade do envelhecimento celular e orgânico. O encurtamento dos telômeros é um processo natural e vai ocorrer conforme a repetição das divisões celulares. A inflamação pode acarretar em prejuízo na divisão celular, alterando a condição do telômero, o que pode levar à um envelhecimento prematuro. Por isso, acredita-se que o Ômega 3 DHA e EPA com sua propriedade anti-inflamatório contribua para a integridade dos telômeros, permitindo que eles sejam preservados. Isso pode significar a proteção do DNA contra danos e consequências associadas e, aumento da longevidade.

Qual Ômega 3 escolher?

A qualidade do Ômega 3 vai ser definida pelo seu tipo, sendo os seus benefícios para a saúde atribuídos aos tipos: DHA e EPA. O Ômega 3 DHA e EPA podem ser encontrados em certos peixes que são as únicas fontes alimentares com teores elevados para estes tipos de ácido graxo. Em rotinas alimentares em que não estão presentes o consumo de peixes fonte de Ômega 3 DHA e EPA, é recomendada a sua suplementação, como forma de garantir diariamente, estes que são nutrientes essenciais. Por isso, na hora de escolher o seu suplemento alimentar de Ômega 3 DHA e EPA, opte por:

– Peixes de águas frias e profundas: Somente essas fontes irão garantir de fato, níveis satisfatórios para o Ômega 3 DHA e EPA. O elevado teor de Ômega 3 DHA e EPA, que são ácidos graxos altamente poli-insaturados que é encontrado em peixes de águas frias e profundas, se deve à característica poiquilotérmica, que é o ajuste da temperatura corporal segundo a temperatura ambiental e o fato dos peixes precisarem se deslocar na água fria. Essas duas características causam a necessidade de membranas biológicas fluidas, que são obtidas com maior percentual de Ômega 3 DHA e EPA. Por isso, nem todas as espécies de peixes têm a mesma composição em Ômega 3 DHA e EPA. Sendo que, peixes de águas frias são mais ricos em  Ômega 3 DHA e EPA tendo maiores os percentuais desses nutrientes.

Maiores concentrações de DHA e EPA: a importância da suplementação do Ômega 3 é atribuída aos tipos DHA e EPA. Por isso, observe a quantidade de DHA e EPA e não somente o total de Ômega 3 oferecido. Prefira por suplementos de Ômega 3 com altas concentrações de DHA e EPA e que utilize como ingrediente apenas o Óleo de peixe concentrado. Se há a presença de outros tipos de óleo nos ingredientes, a formulação está diluída, o que diminui a concentração de DHA e EPA.

– Matéria prima certificada: A qualidade do Ômega 3 DHA e EPA pode ser atestada pela certificação IFOS (InternationalFishOil Standards Program), que é o único programa de testes e certificação exclusivo para óleos de peixe, que analisa a presença de contaminantes e metais pesados, estabilidade, pureza e ingredientes ativos como o DHA e EPA. Busque por produtos que utilizam-se de matéria prima que tem esta certificação. No Ômega 3 Super DHA e EPA, é utilizado o óleo de peixe que é produzido pela empresa referência nesta matéria prima a MEG-3 (Canadá). A MEG-3 é certificada e segue padrões internacionais para oferecer um produto livre de materiais pesados e apresentar níveis satisfatórios de conteúdo de Ômega 3 DHA e EPA. Ela é certificada com 5 estrelas (pontuação máxima) pela IFOS, referência mundial no controle de qualidade do Ômega 3. 

A suplementação com Ômega 3 Super DHA e EPA pode ser uma ferramenta para um envelhecimento saudável, bem como para a prevenção de desordens e doenças comuns à idade, o que pode ser refletido na independência e qualidade de vida do idoso.

Referências:

Kalmijn S, van Boxtel MP, Ocke M, Verschuren WM, Kromhout D, Launer LJ. Ingestão dietética de ácidos graxos e peixes em relação ao desempenho cognitivo na meia-idade. Neurologia 62(2):275-280, 2004.

MURGEL, Michele Ferreira. Cápsulas de óleo de peixe: percepção da dosagem e finalidade de consumo. 2010, 86f. Dissertação de Mestrado – Apresentada a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Rio de Janeiro, 2010.

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